Mineração 4.0: a revolução industrial do setor
Drones, satélites, 5G, gestão de dados e veículos autônomos já estão na operação da Vale, Rio Tinto e BHP; para especialistas é a revolução industrial do setor. Crédito: Estadão
A Vale confirmou ter fechado um acordo para adquirir participação minoritária de 30% na Ligga S.A. por meio de aporte de capital de aproximadamente US$ 190 milhões. Em comunicado ao mercado em resposta a ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da B3, a mineradora disse que, pelas características da transação, entende que a aquisição não se enquadra como fato relevante.
A empresa afirmou ainda que não identificou oscilações atípicas em seus papéis que justificassem divulgação adicional, mas que prestou esclarecimentos “em prol da transparência”.

Vale confirmou acordo para adquirir participação de 30% na Ligga Foto: Fabio Motta/Estadão
Segundo a Vale, a Ligga opera a mina Ferro Sul, em Parauapebas e Curionópolis (Carajás, no Pará), com capacidade atual de cerca de 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e plano de expansão para 8 milhões de toneladas anuais. O projeto de expansão, segundo a companhia, está previsto para entrar em operação em junho de 2028 e inclui nova planta de beneficiamento, obras de infraestrutura e implantação de solução ferroviária.
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A transação também contempla contrato de longo prazo para compra exclusiva, pela Vale, de 100% do minério sinter feed produzido pela Ligga. De acordo com a mineradora, o acordo garante acesso de longo prazo a volumes adicionais de minério de boa qualidade, com menor intensidade de capital e integração à infraestrutura logística existente no Sistema Norte. A produção será transportada pela Estrada de Ferro Carajás até o Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).
A Vale ressaltou que a conclusão da transação ainda depende de aprovações corporativas e regulatórias usuais e disse não confirmar estimativas atribuídas a terceiros, como volume de reservas minerais da Ligga e possíveis expansões adicionais.