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Presidente da Colômbia pede a Trump suspensão de tarifas após terremoto

‘Vocês não estão sozinhos’, diz recém-empossado presidente da Colômbia após terremoto

Abelardo de la Espriella afirmou nesta segunda-feira, 10, que irá montar um comando unificado para lidar com a tragédia. Crédito: Reprodução Redes

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão temporária de tarifas sobre produtos colombianos para ajudar o país a se recuperar do terremoto de magnitude 7,4 que deixou ao menos 289 mortos.

De la Espriella assumiu o cargo no início deste mês: terremoto deixou ao menos 289 mortos. (AP Photo/Sebastian Barros) Foto: Sebastian Barros/AP Photo/Sebastian Barros

De la Espriella, que assumiu o cargo no início deste mês, disse no sábado à noite que conversou com Trump e agradeceu pela ajuda enviada pelos Estados Unidos. Segundo ele, também pediu que o governo americano considere suspender temporariamente as tarifas que atingem produtos colombianos para aliviar a situação de empresas afetadas pelo desastre.

Não houve resposta imediata da Casa Branca ao pedido. Os Estados Unidos anunciaram US$ 26,5 milhões em ajuda, incluindo alimentos, abrigos e suprimentos médicos, segundo o Departamento de Estado.

O terremoto atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira e afetou cidades como Pereira, Cali e Quibdó, além de áreas da costa do Pacífico. O governo declarou estado de desastre natural.

Segundo as autoridades, 143 pessoas continuam desaparecidas e 3.937 ficaram feridas. O terremoto destruiu 14.705 casas e danificou outras 81.536.

Em Cali, equipes de resgate ainda procuram mais de 70 desaparecidos. O prefeito Alejandro Eder afirmou que as buscas continuam mesmo após o período considerado mais crítico para encontrar sobreviventes sob os escombros.

A Colômbia avança neste domingo (16) na remoção dos escombros deixados pela destruição provocada há quase uma semana por um forte terremoto, com poucas chances de resgatar sobreviventes.

O ruído de retroescavadeiras, guindastes e caminhões ecoa pelas áreas mais afetadas pelo terremoto de magnitude 7,4 que, na segunda-feira passada, derrubou milhares de casas, edifícios, hotéis e hospitais.

Começam a ficar para trás os momentos de silêncio que acompanharam as longas jornadas de busca e resgate após o terremoto mais letal na Colômbia neste século, que deixou cerca de 300 mortos.

O terremoto ocorreu horas depois da posse do novo governo do ultradireitista Abelardo de la Espriella, que no sábado pediu a seu aliado americano Donald Trump a suspensão temporária de tarifas para ajudar o país.

O oeste da Colômbia e a região cafeeira foram os mais atingidos e, quase uma semana após a tragédia, diminuem as esperanças de encontrar sobreviventes.

Colômbia avança neste domingo (16) na remoção dos escombros deixados pela destruição provocada há quase uma semana por um forte terremoto, com poucas chances de resgatar sobreviventes. (AP Photo/Santiago Saldarriaga) Foto: Santiago Saldarriaga

27 mil moradias destruídas

Cerca de 27 mil moradias foram destruídas, segundo o balanço mais recente do órgão de atendimento a desastres. E muitos desabrigados não têm para onde ir.

Nas cidades mais afetadas pelo terremoto, muitos edifícios foram marcados com um “X” vermelho para alertar sobre o risco de desabamento e a proibição da passagem de pedestres.

Jorge León, retirado de seu apartamento, relata a “dor” de “ter que recomeçar tudo”. Ele caminha ao lado de um caminhão amarelo carregado com seus pertences em Cali.

“Parece que estou vivendo um filme ou um sonho, não consigo assimilar”, disse o advogado de 41 anos à AFP.

Acampamentos improvisados em parques servem de abrigo para famílias inteiras.

“Não pensei em nada, saí correndo e deixei tudo lá” na casa, contou Cindy Serrato, auxiliar de enfermagem de 39 anos, em uma barraca ao lado do filho.

O prefeito de Cali, Alejandro Eder, estimou que a reconstrução da terceira maior cidade da Colômbia custará pelo menos US$ 3,2 bilhões (R$ 16,7 bilhões).

A Colômbia recebeu ajuda de países como os Estados Unidos e de organismos como o Banco Mundial.

Voluntários não desistem

Em Cali, uma parede de um edifício de cinco andares que desabou após o terremoto foi marcada por um socorrista com um “V” vermelho cortado por uma linha horizontal, sinal que indica o fim das buscas por possíveis sobreviventes.

No entanto, socorristas voluntários se recusam a desistir de encontrar os mais de cem desaparecidos após o terremoto, embora as chances de sobrevivência caiam drasticamente depois de 72 horas.

“Apesar de terem nos dito que já se passaram muitos dias, continuamos procurando sobreviventes porque queremos continuar apostando na vida”, afirmou à AFP o professor Juan Carlos Tabares, de 58 anos, que lidera com outros voluntários o ponto de resgate batizado de “Valentía”.

Fonte: Associated Press e AFP

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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