Seja Bem Vindo - 17/04/2026 12:34

  • Home
  • Agro
  • Em 2 meses, Brasil já preencheu 33,6% da cota anual de carne bovina para a China

Em 2 meses, Brasil já preencheu 33,6% da cota anual de carne bovina para a China

Como adiantado pelo Agro Estadão, se o País mantiver o ritmo atual de embarque, a cota será liquidada antes do fim do terceiro trimestre

Foto: Adobe Stock

As exportações brasileiras de carne bovina para a China avançaram em ritmo acelerado no primeiro bimestre de 2026, já consumindo 33,64% da cota anual disponível, segundo dados oficiais do Ministério do Comércio chinês (MOFCOM) e da Administração Geral de Alfândegas (GACC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

De acordo com os dados, o Brasil embarcou 372.083 toneladas da proteína entre janeiro e fevereiro, mantendo ampla liderança entre os fornecedores ao mercado chinês. Em janeiro, foram 211.299 toneladas, recuando para 160.784 toneladas em fevereiro. Ainda assim, o volume acumulado já representa mais de um terço da cota total de 1,106 milhão de toneladas para 2026.

O movimento acendeu um sinal de alerta no setor exportador, que teme impactos ao longo do ano, especialmente no segundo semestre. A Abiec afirmou, em nota, que acompanha o cenário “com atenção” e destaca preocupação com a velocidade de utilização da cota. “Os números mostram um ritmo acelerado de utilização, o que acende um sinal de alerta para o comportamento das exportações ao longo do ano”, disse a entidade.

Entre os principais concorrentes, a Austrália também apresenta avanço relevante, com 35,09% da cota preenchida, seguida pela Argentina, com 20,20%. Já Uruguai (10,86%) e Nova Zelândia (9,38%) exibem ritmo mais moderado de utilização. No total, considerando todos os países, 23,36% da cota global já foi consumida no primeiro bimestre.

Na avaliação da Abiec, a velocidade de consumo da cota pode gerar “impactos relevantes no médio prazo”, sobretudo caso o ritmo de embarques se mantenha elevado nos próximos meses. A entidade ressalta a necessidade de monitoramento mais próximo por parte do governo brasileiro diante das salvaguardas adotadas pela China. “É importante que mecanismos sejam adotados para acompanhar a evolução desse cenário, garantindo maior previsibilidade, equilíbrio comercial e segurança nas relações entre os países”, afirmou a associação.

Siga o
Agro Estadão no WhatsApp, Instagram, Facebook, X, Telegram ou assine nossa Newsletter

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

DESTAQUES

Nenhum Cadastro!

VEJA MAIS

Estudantes da rede estadual revelam preferências literárias na Bienal da Bahia | SECOM

Entre estandes cheios, sacolas nas mãos e R$ 100 para investir em livros, estudantes da…

Flamengo goleia Independiente Medellín por 4 a 1 na Copa Libertadores

Com uma atuação segura no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, o Flamengo goleou…