Seja Bem Vindo - 20/04/2026 11:39

Brasil e Índia Firmam Acordo Sobre Terras Raras

Brasil e Índia deram neste sábado (21) um passo estratégico na disputa global por minerais críticos e terras raras. O acordo foi assinado em Nova Délhi, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro Narendra Modi, e reforça a aproximação entre dois países que buscam ampliar seu protagonismo nas cadeias globais de suprimento.

As terras raras são insumos estratégicos usados na fabricação de equipamentos eletrônicos avançados, incluindo componentes da indústria de semicondutores e chips, além de baterias, turbinas eólicas e sistemas de defesa, além do automotivo. O Brasil detém uma das maiores reservas de terras raras do planeta, frequentemente apontado como o segundo maior em reservas conhecidas, atrás apenas da China.

Para Modi, o entendimento entre os dois países representa um avanço importante na construção de cadeias produtivas mais resilientes. Lula ressaltou que a parceria abre espaço para que a tecnologia seja colocada a serviço do desenvolvimento inclusivo, lembrando a evolução indiana em setores como tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração espacial.

Segundo o presidente brasileiro, ampliar investimentos em energias renováveis e minerais estratégicos está no centro da nova etapa da cooperação bilateral. O valor não foi divulgado, e integra um pacote de outros itens acordados entre os dois. (leia mais abaixo)

Além de deter uma das maiores reservas mundiais de minerais críticos, o Brasil é um dos principais produtores globais de minério de ferro, essencial para a indústria do aço. A Índia, cuja capacidade instalada de produção siderúrgica já alcança 218 milhões de toneladas, busca garantir acesso estável a matérias-primas para sustentar o crescimento impulsionado por infraestrutura e industrialização.

Peso econômico da parceria

Além da área mineral, os dois países assinaram memorandos em comércio, defesa, empreendedorismo e saúde. Modi destacou o interesse em ampliar a cooperação farmacêutica para garantir medicamentos de qualidade a preços acessíveis.

O comércio bilateral soma atualmente cerca de US$ 15 bilhões. A meta estabelecida pelos dois líderes é elevar esse volume para US$ 20 bilhões até 2030, número que Lula sugeriu poder chegar a US$ 30 bilhões diante do ritmo atual das negociações.

Parceiros estratégicos desde 2006, Brasil e Índia também reafirmaram a intenção de aprofundar a cooperação em tecnologia, inovação, semicondutores e infraestrutura digital. Lula voltou a defender que as trocas comerciais possam ser realizadas em moedas locais, embora tenha descartado a criação de uma moeda comum no âmbito do Brics.

Com informações da Agência Brasil e Reuters

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