A Justiça do Rio de Janeiro condenou os assassinos da vereadora Marielle Franco, Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, ao pagamento de uma indenização no valor de 200 mil reais a arquiteta Mônica Benício, viúva de Marielle. Ainda cabe recurso da decisão.
Além disso, o juiz determinou que o bloqueio dos bens dos réus e o pagamento de uma pensão no valor correspondente a dois terços do salário que Marielle receberia como vereadora do Rio, acrescido de 13º salário e férias remuneradas.
A decisão, do juiz Marcos Antonio Ribeiro de Moura Brito, da 29ª Vara Cível do TJ-RJ, é do dia 2 de fevereiro e está em segredo de Justiça. O magistrado ainda condenou Lessa e Queiroz a reembolsarem os valores de despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas de Mônica.
“As partes mantinham convivência estável, marcada por laços afetivos, cotidianos e de mútua assistência, de modo que a morte violenta não representou apenas a perda de ente querido, mas acarretou grave comprometimento da integridade psíquica e emocional da autora, configurando dano moral que ultrapassa o mero dissabor cotidiano e atinge diretamente direitos da personalidade”, diz o despacho que CartaCapital teve acesso.
Em nota, Mônica comemorou a decisão da Justiça. “Essa é uma vitória simbólica, que reconhece a interrupção da história que construíamos juntas e o futuro que nos foi negado. A luta por Justiça por Marielle e Anderson não é sobre dinheiro. Não há indenização que possa reparar eu ter perdido o amor da minha vida”, disse.