Seja Bem Vindo - 17/04/2026 11:19

“Se depender de mim, a gente fecha as bets”, diz Lula

O avanço das apostas esportivas no Brasil entrou de vez na pauta do governo após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passou a tratar o tema como uma preocupação direta ligada ao endividamento da população. A avaliação, segundo ele, é de que o crescimento acelerado das chamadas “bets” exige uma resposta mais firme do poder público.

Nos bastidores do governo, o assunto vem sendo discutido há cerca de duas semanas. Entre as alternativas analisadas estão desde o endurecimento da regulação até a redução do número de empresas autorizadas a operar no país — medidas que dependem de aval do Congresso Nacional. A possibilidade mais extrema, no entanto, também foi colocada na mesa: o encerramento das atividades dessas plataformas.

Ao abordar o impacto das apostas no cotidiano das famílias, Lula fez um alerta sobre o fácil acesso ao jogo, inclusive por crianças e adolescentes, e deixou clara sua posição pessoal ao dizer:

“Hoje o cassino está dentro da sua casa, com seu filho de dez anos, com seu neto de onze anos, com a sua neta, com sua filha, utilizando o celular do pai, que é contra o jogo de azar, gastando dinheiro desnecessário dentro das bets. Eu quero dizer o seguinte: se depender de mim, a gente fecha as bets. Não é possível a gente continuar com essa jogatina desenfreada nesse país.”

Apesar da crítica, o presidente reconheceu que o aumento das dívidas das famílias não se explica apenas pelas apostas. Ele apontou fatores como a renda insuficiente e a pressão do consumo como elementos que também contribuem para esse cenário. A responsabilidade por buscar alternativas para enfrentar o problema foi atribuída ao Ministério da Fazenda, atualmente comandado por Dario Durigan, que assumiu a função após a saída de Fernando Haddad.

Em outro momento, Lula voltou a questionar a permanência das bets no país e defendeu uma decisão mais clara sobre o setor, seja pela proibição ou por uma regulação mais restritiva:

“Se as bets causam mal, que a gente acha que causam, por que a gente não acaba com as bets? Ou você regula para que eu não tenha tantas bets no Brasil, que você possa ter algumas? Se é que tem alguma serventia, inclusive em um país religioso como é. Eu passei toda a minha vida ouvindo dizer que não era possível ter jogo de azar, não era possível ter cassino, jogo do bicho era contravenção, não sei das contas, tal.”

O presidente também mencionou a relação de parlamentares com o setor, reforçando que qualquer mudança depende do Legislativo. O debate, segundo ele, não é novo e já havia sido levantado anteriormente, inclusive durante agenda em Anápolis (GO), quando destacou que o alto nível de endividamento impede que a população aproveite melhor os resultados positivos da economia.

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