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Em Salvador, ministro da Saúde dispara contra família Bolsonaro: “família miliciana”

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, elevou o tom contra adversários políticos ao comentar o cenário eleitoral e a atuação recente de nomes ligados à família Bolsonaro. As declarações foram dadas nesta segunda-feira (30), durante uma agenda oficial de entregas em Salvador.

Durante o evento, Padilha afirmou estar confiante no reconhecimento popular em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele:

“Tô nada preocupado, tranquilo, tranquilo e ciente que o povo da Bahia e o povo brasileiro vai reconhecer o que significa o presidente Lula nesses quatro anos, que tem feito com que o Brasil volte a ter a menor taxa de inflação desde 2007, maior aumento da massa salarial, crescimento do emprego. A gente está com a menor taxa de desemprego nos últimos anos e, só na área da saúde, o Jerônimo falou uma coisa que às vezes as pessoas não percebem: nós vamos entregar hoje ambulâncias para o SAMU. Sabe quantos anos o governo federal ficou sem comprar uma ambulância sequer do SAMU? Seis anos, seis anos. Tenho certeza absoluta que o povo, na hora da eleição, vai reconhecer quem fez mais pela saúde, mais pelo povo brasileiro.”

Na sequência, o ministro também fez críticas diretas ao pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, associando sua atuação recente a interesses estrangeiros:

“E depois desse último fim de semana, o representante da família miliciana Bolsonaro esteve lá nos Estados Unidos querendo anunciar que vai entregar as terras raras do Brasil. Ele falou em inglês, acho que falou em inglês achando que ninguém ia traduzir. Ele fez um discurso em inglês para a extrema direita dos Estados Unidos, num evento lá no Texas, mas está traduzido, está aí. Ele declarando que quer entregar as terras raras do Brasil para os Estados Unidos. Então ele não é candidato a presidente da República do Brasil, não. Ele é candidato a entregador oficial do Brasil para outros países.”

As declarações ocorrem em meio ao acirramento do debate político e à movimentação de pré-candidatos de olho nas próximas eleições presidenciais.

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