O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai retornar à prisão domiciliar por 90 dias para tratar uma broncopneumonia, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Passado esse período, Moraes irá reavaliar se a medida deve ser mantida.
A medida atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia se manifestado favoravelmente à flexibilização do regime prisional devido ao quadro clínico do ex-presidente.
Internação e evolução do quadro
Bolsonaro precisou deixar a Papudinha, em Brasília, no dia 13 de março, após apresentar broncoaspiração e pneumonia, sendo internado na UTI de um hospital particular. O último boletim médico, divulgado nesta terça-feira (23), indica que ele teve melhora significativa e deve receber alta da UTI nas próximas 24 horas.
O cardiologista Brasil Caiado comentou que a recuperação está acontecendo, mas de forma lenta. Ainda assim, o ex-presidente está estável clinicamente e poderá ter alta caso a evolução continue satisfatória.
Histórico de episódios de saúde
Desde que iniciou o cumprimento da pena, Bolsonaro já enfrentou outros problemas de saúde. Em setembro do ano passado, enquanto estava em prisão domiciliar, apresentou vômitos, tontura e queda de pressão.
Em janeiro deste ano, quando estava na Superintendência da Polícia Federal, passou mal e bateu a cabeça em um móvel, precisando de internação. Posteriormente, foi transferido para a Papudinha, unidade com apoio médico 24 horas, fisioterapia, barra de apoio na cama e cozinha adaptada, conforme solicitação de seus advogados.
Contexto judicial
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A prisão domiciliar agora é uma alternativa temporária devido ao seu estado de saúde, com reavaliação prevista ao final do período autorizado por Moraes.