Além de ornamental, a capuchinha pode ser consumida em saladas, chás e conservas, reunindo usos culinários e medicinais
A capuchinha é conhecida por suas flores coloridas e crescimento fácil, ela serve tanto para decorar quanto para alimentar e ainda tem usos na medicina popular.
Suas folhas, flores e frutos podem ser aproveitados de diferentes formas, criando oportunidades de cultivo e venda. Além disso, a planta possui componentes que despertam interesse científico, enquanto sua facilidade de plantio atrai pequenos e médios produtores.
O que é a capuchinha
A capuchinha tem o nome científico Tropaeolum majus L. e faz parte da família Tropaeolaceae. No Brasil, ela recebe vários nomes populares, como capuchinho, nastúrcio, flor-de-chagas, agrião-da-índia e mastruço-do-peru.
Seus caules são grossos, suculentos e crescem em formato espiral, podendo chegar a dois metros de comprimento.
Quando plantada no chão, a capuchinha se espalha como um tapete. Porém, se encontrar uma cerca ou grade, ela sobe usando esses apoios.
As folhas são redondas e têm uma característica especial: o cabo da folha se liga bem no centro, não na borda. Essa característica é chamada de “peltada” pelos botânicos, significa que parece um guarda-chuva visto de cima. As folhas podem variar entre verde-claro e verde-azulado, medindo de 4 a 10 centímetros.
As flores são o ponto forte da planta. Elas são grandes e vêm em cores variadas: amarelo-claro, laranja, vermelho-escuro ou branco. Têm formato de funil e uma parte que lembra uma espora de galo na parte de trás.
Os frutos são pequenos, verdes e se dividem em três partes. Quando ficam maduros, caem sozinhos da planta. Cada parte do fruto, depois de seca, vira uma semente.
Usos tradicionais da capuchinha no dia a dia

Toda a parte de cima da capuchinha pode ser comida, oferecendo boa nutrição. Folhas, botões das flores, flores e caules podem ser usados em saladas e outros pratos. O sabor é refrescante e levemente picante, parecido com o do agrião.
Os frutos verdes têm uso especial na cozinha. Quando preparados em conserva, ficam com sabor parecido com a alcaparra. Esta aplicação pode ser uma boa oportunidade de negócio para produtores que querem trabalhar com produtos diferenciados.
A forma mais comum de preparo é o chá das folhas. Use cerca de três folhas grandes para uma xícara de água quente.
Capuchinha e seus compostos de destaque
A composição química da capuchinha explica por que ela tem tantos usos.
A planta tem glicosinolatos (cerca de 0,1% da planta), que são compostos sulfurados responsáveis pelo sabor picante. O principal é a glicotropeolina, que, quando quebrada, vira benzil-isotiocianato, este é o composto que dá o sabor característico e algumas propriedades medicinais.
A planta ainda tem vitamina C, flavonoides (antioxidantes naturais), carotenoides (pigmentos que protegem as células) e ácidos orgânicos.
Benefícios associados à capuchinha

A capuchinha tem propriedades antioxidantes que vêm da combinação de flavonoides, vitamina C e compostos sulfurados. Essa mistura protege as células contra danos e contribui para manter a saúde.
As flores são fonte de carotenoides específicos, como luteína e zeaxantina, que ajudam a proteger os olhos contra catarata e problemas na retina.
A ação antimicrobiana da planta funciona contra várias bactérias, conforme estudos da EPAMIG. A quantidade de vitamina C também ajuda a prevenir problemas respiratórios como gripes e resfriados, justificando seu uso tradicional.
O enxofre presente na planta é útil para problemas de cabelo e pele. Esta característica, junto com as propriedades anti-inflamatórias, explica por que a capuchinha é tradicionalmente usada para cuidar da pele e couro cabeludo.
Cuidados, efeitos adversos e contraindicações da capuchinha
Mesmo tendo vários benefícios, a capuchinha precisa ser usada com cuidado em algumas situações. A planta pode causar irritação na pele de algumas pessoas, especialmente durante manuseio prolongado ou em quem tem pele sensível.
Alguns grupos devem evitar completamente o uso da capuchinha:
- Mulheres grávidas e que estão amamentando;
- Pessoas com úlcera no estômago ou intestino;
- Pacientes com hipotireoidismo (quando a tireoide funciona devagar).
Crianças pequenas também devem evitar o consumo, pois não há estudos suficientes sobre segurança para essa faixa etária. O uso excessivo pode causar queda da pressão arterial e potencializar efeitos de remédios para o coração.
Por isso, mesmo pessoas saudáveis devem usar com moderação. Sempre é melhor consultar um profissional de saúde antes de começar o consumo regular da planta.
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação Agro Estadão